quinta-feira, 18 de setembro de 2025

Minha rotina no interior

Hoje, 06/05/2022, o dia amanheceu lindoooo. Sabe aqueles dias de outono, um pouco friozinhos, mas que têm um sol que aquece o corpo e a alma também? Pois então, hoje é um destes dias. A paisagem está com cores fortes, os pássaros estão alvoroçados, pois escuto vários tipos de cantos. Infelizmente, como a grande maioria das pessoas que nasceram e cresceram em uma cidade grande, são poucos os sons que eu consigo relacionar com uma determinada espécie: bem-te-vis, maritacas... Pensando bem, acho que são só estes que eu conheço, rsssss. Mas não importa, o que conta é o som maravilhoso que ecoa no ar.

As "meninas" (minhas amigas/filhas caninas) costumam me tirar da cama por volta das 5h30. Não me incomodo, pois vou para a sala e tento tirar um cochilo no sofá de dois lugares que ainda tenho de dividir com a Fiona (uma Beagle doce e meiga). Fico toda torta, mas aquecida, pois ela se enrola encostadinha em mim aquecendo minhas pernas enquanto as outras duas, Chiara (Golden) e Frigga (Bernese), se posicionam no chão em frente ao sofá e a Filó (nossa SRD) se enrola encostada na lateral do sofá. Assim ficamos, as cinco, tirando um cochilo e esperando o relógio Cuco, que está na parede ao lado, soar as 7 badaladas das 7 horas da manhã. 

É engraçado como elas se habituam com uma certa rotina. As badaladas do relógio anunciam a hora de comer. Todas se colocam em estado de alerta esperando que eu levante e diga: "vamos comer!". Este é o sinal para que saiam correndo escadas abaixo e se posicionem ao lado de seus pratinhos. Distribuo a ração para cada uma e abro a porta do quintal. Assim que terminam de comer, saem correndo como crianças diante do parquinho que as espera para as brincadeiras. Enquanto isso, o jardineiro chega e eu vou fazer o café da manhã.

Assim começam quase todos os meus dias aqui, no interior de São Paulo. São dias gostosos, calmos e diferentes de qualquer coisa que eu já vivi no passado. Certamente eu sou feliz.


Como é bom ter paz e sentir-se bem

Do início da pandemia para cá muita coisa boa tem acontecido em minha vida... Isso porque passei a prestar mais atenção aos sinais que a vida estava enviando. Uma palavra aqui, uma dica ali e assim acabei me inscrevendo em um curso on-line que está mudando minha vida e a das pessoas que estão mais diretamente ligadas a mim. Ao procurar entender melhor o que é o chamado Ho'oponopono fiz algumas pesquisas no Google e, como não poderia deixar de acontecer, começaram a surgir vários posts no meu Instagram sobre esse assunto. Sincronicidade ou não, o primeiro que chamou a minha atenção foi o curso da Amanda L. Dreher. Assisti a 3 aulas gratuitas e não consegui mais deixar de lado este assunto. Me inscrevi no curso Atma Ho'oponopono Nível 2 e, logo em seguida, no curso de Formação Atma Healing, no Atma Ho'oponopono Nível 3 - Certificação, Mente Serena Formação Mapa da Alma. Comprei todos os livros da Amanda L. Dreher e tudo isso está me fazendo bem demais. Aproveitei e fiz um curso de atualização em tarô e incluí o Tarô Xamânico, a Aromaterapia, a Fitoterapia, Radiestesia e por aí vai.

Retomei meus estudos do livro Um Curso em Milagres, cujas lições estou praticando diariamente. Voltei a ler os livros que havia deixado na estante, esperando o dia (sabe lá qual dia) que eu os pegaria para leitura. 

Foi então que entendi como eu estava me apagando, me anulando e judiando de mim mesma apenas na tentativa de agradar aos outros. Consegui, em apenas algumas aulas, identificar os mais importantes PSEs (Padrões de Sofrimento Emocional) que estavam travando minha vida pessoal, profissional, emocional e espiritual. Vi que deixei a minha luz se apagar aos poucos e que havia me afastado de todos os estudos que vinha fazendo na busca de evolução espiritual. Eu estava longe do que havia me proposto ser e fazer ao escrever meu primeiro livro: Faça Algo por Você. Agora!. Eu disse primeiro livro, porque já estou escrevendo a nova edição (revisada e ampliada) e me preparando para o segundo livro. Para reacender minha luz estou realizando algumas mudanças que, como já aconteceu anteriormente, estão surpreendendo e incomodando aqueles que se acostumaram a ter uma Sandra passiva, que dizia Amém para tudo e todos e que não reivindicava seu espaço. Entendi que muitas e muitas vezes eu disse SIM quando, de fato, eu queria dizer NÃO, que me afastei de meu EU verdadeiro sem nem ao menos perceber, que busquei uma perfeição em mim quando isso não existe, entre outras coisas. 

Mas como toda mudança exige uma certa bagunça, acabei fazendo uma bagunça em minha vida. E, surpresa!!! Vi que estava convivendo com pessoas engessadas, que não têm flexibilidade alguma para adaptarem-se a mudanças, que não pensam nos outros (a não ser para falar mal, criticar, fofocar...) e que acham que uma reivindicação minha aqui e outra ali é uma AMEAÇA para a vida delas. O processo que estou vivendo agora é de mudança pessoal e profissional. Sei que algumas pessoas ficarão pelo caminho (e isso já está acontecendo), mas faz parte. Outras pessoas, no entanto, estão surgindo e, com essas, a sintonia está perfeita.

No começo deste ano (2023) abri o meu consultório em Jundiaí (Atma Terapia Jundiaí). Nem acreditei, mesmo porque nunca sequer imaginei. Já tenho alguns pacientes com os quais estou trabalhando como Atma Terapeuta. Para essa mudança contei com o apoio do meu marido que acreditou em mim e está me incentivando. Continuo dando as minhas aulas a noite na faculdade (que eu amooooo), mas esse novo trabalho está empolgante e é um desafio. Amo desafios. E o artesanato? Está presente em momentos de lazer como um hobby, assim como as bolachas que eu faço e que estão cada vez mais gostosas. Com certeza estou me tornando uma pessoa bem melhor. Hoje sinto-me cheia de vida, tenho planos (o que há muito tempo não acontecia) e sou grata a tudo, tudo mesmo que vivi até hoje, que estou vivendo agora e que ainda viverei. Namastê.

E 2022 chegou ao fim. Bem-vindo 2023!

Estamos em mais um final de ano e tanta, mas tanta coisa boa aconteceu comigo este ano que fica difícil começar a enumerá-las. Vou tentar enumerá-las cronologicamente. 

Primeiramente iniciei o ano com um astral pessoal muito bom. Com os cursos que fiz desde 2016, voltei a sonhar. Desde 2015 me sentia sem perspectivas, afinal uma mudança profissional aos 54 anos de idade, num país que não valoriza pessoas mais velhas para ocupar alguns cargos é bastante difícil. Enviei currículos para diversas empresas, mas pouquíssimas entrevistas surgiram. Então, mais uma vez foi preciso virar a chave interna e mudar. 

E, nessa virada de chave, fui chamada para dar aulas na Unip Jundiaí. Um chá de ânimo, uma energia impressionante voltou a estar presente em mim e uma coisa puxou a outra. Mas, mesmo assim, eu estava sem sonhos. Na verdade, eu já tinha tudo pelo qual lutei: um apartamento quitado na região da Av. Paulista, outro na Riviera de São Lourenço, um carro grande, confortável e seguro, uma reserva financeira em banco e estava morando, pela primeira vez, em uma casa com piscina em meio à natureza. Meus filhos encaminhados, um marido maravilhoso, minhas meninas de quatro patas perto de mim... e entre elas uma Golden Retriever, que era meu sonho... a Chiara. Diante de todos os sonhos realizados eu não tinha mais o que desejar... 

De repente, me dei conta de que a ausência de sonhos antecipa nosso envelhecimento. Sim, isso mesmo, uma pessoa sem sonhos, sem objetivos, sem contribuir com nada para a construção de um mundo melhor, não precisa mais ficar neste mundo. E percebi que eu tinha muito a contribuir e, principalmente, muito a aprender.  Até aquele momento eu havia feito diversos cursos: patchwork, encadernação, jardinagem, paisagismo, culinária, panificação, cookies... perdi a conta de todos os cursos que fiz de 2016 à 2022, mas eu queria algo mais. Foi então que voltei para a sala de aula, não como professora (que ainda estou), mas como aluna: mestrado e uma nova faculdade.

Sim, com 61 anos, quase 62, voltei a estudar. Escolhi o curso com cuidado, afinal, nesta idade não dá para a gente perder tempo com coisas que não acrescentem positivamente em nossa vida e, com os benefícios que a Unip oferece aos professores (uma graduação e uma pós-graduação gratuitos), resolvi encarar este desafio: estudar novamente. Foi assim que, em fevereiro de 2023 comecei o curso de Nutrição na Unip Jundiaí. Não usei meus diplomas anteriores para eliminar disciplinas. Estou fazendo todas elas, mesmo as que eu já tinha cursado porque, pensei, muita coisa foi atualizada e outras tantas mudaram bastante, principalmente na área da saúde. Fácil? Confesso que não, pois um curso na área de humanas é bem diferente de um na área da saúde...  Estou recordando muitas coisas que aprendi no Ensino Médio nas disciplinas de Química e Biologia e estou amando. Esta repaginada intelectual está fazendo com que eu me sinta viva novamente e repleta de sonhos e planos para um futuro que sei, não será tão longo assim. Não sou jovem a ponto de sonhar com 30 ou 40 anos de vida produtiva, mas minha mente é jovem o bastante para aprender algo novo, para começar uma carreira nova. Estarei com 65 anos quando finalizar esta faculdade mas quero "fazer a diferença" na vida de muitas pessoas e sei que conseguirei isso.

Agora é estudar, aprender e sonhar! Que venha a "melhor idade" com tudo de bom que esta nova fase tem a oferecer.

(Janeiro 2022)

segunda-feira, 2 de maio de 2022

Doutor desorganizado

Por Sandra Cristina Pedri
Texto resumido. Vencedor da Promoção "O Desorganizado", promovida pelo site  OZ em 2010 .
Publicado, também, na revista Acontece FTD, edição 25.

Às 6 horas, o despertador toda e o Doutor "devagar quase parando" desliga o alarme, mas deixa a "soneca" ligada e pensa: "Vou dormir mais um pouquinho...". Às 6h15, o despertador toca novamente. Então, Doutor "preguiça" resolve ligar o rádio para ouvir as notícias e continua deitado. Só que acaba dormindo. Às 6h30, o despertador toca outra vez.

Ainda sonolento, Doutor "marcha lenta" deixa engatado o ponto morto e resolve ficar mais um pouco na cama. Aconchega-se novamente dando de ombros para os compromissos assumidos naquela manhã. Afinal, não precisa bater "o ponto". Acorda sobresslatado com o barulho da porta, por causa da chegada da empregada, e vê que já são 11 horas. Agora, Doutor "aborrecido" resmunga por causa da manhã perdida e resolve ligar o computador.

Na bagunça da mesa do computador, repleta de papéis e envelopes, alguns ainda não abertos, encontra um minespaço para ligá-lo e começa a navegar pela Internet. Lentamente, lê e-mails, depois entra no Orkut, no Facebook, vasculha sites de equipamentos fotográficos e de culinária, sonhando e pensando na vida. De repente, Doutor "desfocado" fica de mau humor e resmunga entredentes: "Preciso tomar um banho para ir trabalhar", mas não toma nenhuma atitude para isso. Por fim, depois de mais de meia hora entretido com as notícias (muitas das quais ele já ouviu no rádio pela manhã) e com outras coisas que absorvem sua frágil atenção, resolve jogar Paciência no computador deixando resto do tempo passar.

São 12h40 e o Doutor "descabelado", ainda de pijama, está sentado diante do computador, jogando como se o dia estivesse apenas começando. Com o pensamento em mil coisas, toma banho, se arruma e sai para trabalhar. No trânsito, com o celular em uma orelha e o barulho de buzinas na outra, acaba ficando de péssimo humor, pois está atrasado. O celular toca o tempo todo cobrando sua presença no hospital, uma vez, duas, três... Nossa! No hospital, irrita-se com a quantidade de pacientes e pensa: "Se eu tivesse trazido meu equipamento fotográfico daria uma volta para fotografar no final da tarde".

Sem almoço, porque não deu tempo de almoçar antes de sair de casa, Doutor "esfomeado" até pensa em passar num drive thru, mas, ao sair do hospital, esquece o celuar. É necessário voltar para buscá-lo. Mais trânsito. Pra lá de irritado, começa a dirigir apressado. Leva uma fechada de um, dá uma fechada em outro e a irritação fica cada vez maior, principalmente quando lembra que seu carro está sem seguro e sua carteira de motorista, vencida. Não pode bater o carro de jeito nenhum.

Espumando de raiva, Doutor "irado" encontra o celular na mesa de trabalho do hospital e sai novamente apressado, com fome, cansado, com calor, no trânsito... e resolve não ir ao consultório. Liga para lá, dá uma desculpa qualquer e vai ao supermercado para espairecer, já que não dá tempo de sair para fotografar.

No meio dos corredores repletos de alimentos pensa na janta que vai preparar e compra os ingredientes necessários. Às 16h30, Doutor "menos estressado" chega em casa, esvazia as sacolas do supermercado e, novamente, liga o computador, acessa os e-mails, entra no Orkut e no Facebook para esperar a namorada chegar. Afinal, ele teve um dia cansativo, pois desde que saiu de casa seu celular não parou de tocar, o calor estava insuportável, o trânsito caótico e o trabalho não rendeu.

E assim foi mais um dia na vida  do Doutor "desorganizado".

sexta-feira, 29 de abril de 2022

Último retorno a 500 metros

Escrito em 31/03/2016

Aos 54 anos comecei a fazer o caminho de "volta". Até maio de 2015 eu ainda estava "indo"... Indo morar num dos apartamentos mais nobres de um dos bairros chiques de São Paulo, indo comprar uma roupa da moda, um carro automático. Claro que, para isso, durante o caminho de ida, fiz muitas horas extras e muitos free lances que transformaram meus fins de semana em eternas segundas-feiras. Cheguei a ponto de não ter tempo para ir à praia curtir "aquele" apartamento na Riviera de São Lourenço (Bertioga), que exigiu de mim um enorme esforço para comprar. Até que um dia o destino brecou o meu caminho.

E eu estava chegando lá. Onde mesmo? Nem eu conseguia responder a essa pergunta. Imaginei que quando chegasse lá teria uma placa dizendo: "Parabéns, você conseguiu!". Antes dela, no entanto, avistei a seguinte placa: "Último retorno a 500 metros" e nela mesma dei meia volta. Mudei para uma casa de campo no interior de São Paulo (maneira chique de falar, mas fica mesmo na zona rural de Itatiba, no meio do mato). Dos fundos da casa é possível ver a mata onde tem macacos (bugios, pregos, saguis), saruês, quatis, corujas, tucanos, maritacas, pássaros mil e outros bichos que, até então, eu nunca tinha visto. É longe que só. Longe do prédio mais alto, do bairro mais chique e do shopping mais frequentado de São Paulo, bem como, longe das horas extras e da luta constante por um reconhecimento profissional.

Agora tenho menos dinheiro, menos roupas da moda, menos festas para ir, mas tenho mais vida e, por incrível que possa parecer, mais tempo. E não é que meus familiares (que quando eu morava em São Paulo me visitavam raramente) agora vêm pra cá mais de uma vez por mês? Eu vejo o beija-flor no meu quintal, crianças andando de bicicleta sem risco de atropelamentos, rego as plantas do jardim, costuro, bordo, cozinho e faço peças de artesanato...

Colho frutas frescas no pé e preparo geleias caseiras deliciosas, além de biscoitos e pães de dar água na boca. E meu marido? Ele se diverte praticando marcenaria e culinária usando muitos ingredientes que cultivamos em nosso quintal.

Aqui se chama "Parque da Fazenda" e tal qual em uma fazenda, vira e mexe esbarro em animais silvestres, em plantas exóticas, tenho tempo para ver o pôr do sol pintar o céu com cores lindas e a luz da lua iluminar o pomar. Se eu quiser, posso queimar folhas secas como incenso, preparar um chá com ervas colhidas na horta, deitar na rede da varanda para um cochilo, admirar as estrelas deitada na grama, ler com calma um livro ou as cartas do tarô e me sentir "poderosamente mágica". Aos finais de semana, converso com os vizinhos e, nas segundas-feiras, vou trabalhar contando as horas e minutos para voltar pra casa.

Aí me lembro do destino que colocou a placa "Último retorno a 500 metros" em meu caminho e acho que, nela, deveria ter um subtítulo: "Última chance para você salvar a sua vida!". Você, provavelmente, ainda está indo. Não se culpe. A culpa é de toda a mídia que cria necessidades onde elas não existem. Eu, por aqui, espero a sua visita para um chá da tarde com doces caseiros ao ar livre, porque sei que, mais dia menos dia, você também encontrará uma placa de "retorno" apontando o caminho de volta à vida. Só espero que você enxergue a placa e não a ignore. 




Mas como? Amo você!

Quantas não foram as vezes que pensei em me afastar, sumir definitivamente da sua vida.
Mandei você embora. Mudei o número do telefone.
Tentei não atender as chamadas. Juro que tentei.
Mas você não deixou e não deixa. E, eu, no fundo, também não quero.
Só de pensar na ausência, no adeus, meu coração sangra.

Eu quero quebrar as correntes, soltar as amarras que me prendem a você.
Mas, ao mesmo tempo, não me esforço o suficiente para isso.
Quero ouvir a sua voz, quero sentir o toque das suas mãos.
Você me deixa doida, e eu quero ficar só...

Sei que minha vida ficaria vazia tão logo você partisse...
É praticamente impossível viver ao seu lado,
pois você mente, engana e me faz sofrer.
Mas, como viver sem você?

Você me enaltece, me derruba, me alegra, me entristece...
Você me fortalece e, ao mesmo tempo, me enfraquece.
Me deixa esperando, chega sem avisar.
Você me faz rir, você me faz chorar.

Você me trata mal, me ignora, desaparece.
Do nada volta, seduz, alucina. Me deixa, sem me largar.
Você me liberta, mas me mantém presa.
Você me faz lutar por seu amor como se lutasse por mim mesma
e me faz sentir que a vida não tem valor sem você.

Ah! Eu te odeio.... Quero que suma, que vá embora, que me deixe em paz.
Quero que saia da minha vida, da minha mente e do meu coração.
Mas, ao mesmo tempo,  quero que me telefone. Quero que me procure.
Quero você aos meus pés. 

E, finalmente, descubro que amo você cada vez mais.
Meu amor aumenta e não consigo me desvencilhar.
Sofro e aceito o sofrimento
Em troca de alguns momentos.

Texto de Sandra Cristina Pedri publicado em:
POESIA, diversos autores. Antologia de poetas brasileiros contemporâneos. Rio de Janeiro: CBjE. Volume 13 - 1a Edição - dez. 2004, p 66-67.

quinta-feira, 28 de abril de 2022

Ladrãozinho de "meia tigela"

Em 26 de março de 2014 um ladrãozinho de "meia tigela", usando uma jaqueta e um capacete de motoqueiro - da minha altura (e olha que sou alta), tentou me assaltar enquanto eu estava caminhando na Rua dos Franceses, no bairro da Bela Vista, em São Paulo, por volta das 17h40. 

Chegou por trás, quando eu estava distraída com o celular na mão esquerda, e disse: 
- Na boa, me passa o celular. 
- Tá de brincadeira comigo, eu respondi.

Ele ficou indignado e com uma das mãos (a direita dele) tentou puxar o meu celular que estava em minha mão esquerda. Ignorei e continuei andando. Ele ficou "fulo" (pra não dizer outra coisa) e colocou sua mão esquerda em meu ombro na tentativa de interromper o meu caminhar.

- "Burro", eu pensei. Com esta atitude ele deixou claro que estava desarmado, pois uma das mãos dele estava tentando arrancar o meu celular e a outra estava no meu ombro. Não deu outra. Mandei ver. Dei socos com a minha mão esquerda (que estava livre) e pontapés. Em segundos ele percebeu que eu ia acertar, com meus chutes sem mira alguma, aquele lugar fatídico que todo homem teme ser acertado e, para se proteger, virou de costas para mim. Ainda tentou puxar o celular da minha mão. Mas, pasmem! Ele não conseguiu. Derrotado, foi embora. Não vi ele subir na moto, nem sei onde a mesma estava.

Sei que fui imprudente em todos os sentidos, pois ele poderia não estar sozinho, mas para me assaltar tem de estar armado. Com as mãos vazias nenhum "pé de chinelo" me vencerá.

Agora estou seriamente pensando em entrar em uma academia de luta. E, quando eu der socos e pontapés vai ser para acertar e "quebrar". Nossa!!! Estou ficando má! Um desabafo apenas, pois não farei nada disso.

Mas, um conselho... nunca reajam a um assalto. Eu poderia ter morrido, pois estas pessoas não têm nada a perder quando resolvem assaltar. Já fui assaltada inúmeras vezes em São Paulo e esta foi a primeira e única vez que eu reagi. Eu dei "sorte", apenas isso. Nunca mais agirei assim.

quinta-feira, 21 de abril de 2022

Voltando a escrever

E cá estamos, no ano de 2022... Quanta vida passou. Comecei este blog em 2007 e o título original era Blog da Mulher 50+. E agora estou com 61 anos... 

Passei um bom tempo sem escrever nada, não somente neste blog, mas no geral. Agora, voltando a mexer com blogs junto com os alunos da Faculdade de Jornalismo da UNIP-Jundiaí (onde leciono atualmente), dei de cara com o meu blog jogado num canto escondido do meu passado e, até, da minha memória. 

Resolvi atualizar o mesmo e, com isso, o título do blog teve de ser alterado para Mulher 60+. Pausa... Caramba, passei dos 60... A idade da gente é uma coisa estranha... No ano passado, quando completei 60 anos, tive de encarar o rótulo de "idosa", pois para o governo, para a sociedade, hoje sou uma mulher idosa. Tenho até cartão de estacionamento de idoso! Mas não me sinto "idosa". Não me vejo como aquelas "senhorinhas" de cabelos brancos, chinelos, roupas leves... tipo a imagem da "Dona Benta" do Sítio do Picapau Amarelo... Aliás, não sou assim. A genética, neste caso, até que foi bastante generosa comigo. Tenho poucos fios de cabelos brancos que dá pra cobrir com um pouco de tinta... 

Ainda tenho sonhos, esperanças, desejos de fazer um "monteeeee de coisas". Recentemente comecei a estudar o Mestrado em Comunicação. Não vou dizer que não está "puxado", pois está sim. 

Nestes últimos anos mudei muita coisa em minha vida. Em novembro de 2015 saí de São Paulo (da região da Av. Paulista), onde morei durante quase a vida toda, e vim morar no interior do estado, no limite de municípios Jundiaí/Itatiba. Nunca havia morado em uma "casa", somente em apartamentos. A diferença é enorme. Tive de aprender a lidar com coisas diferentes. Aproveitei para fazer vários cursos: jardinagem, paisagismo (pois eu não sabia cuidar de um jardim), patchwork, corte e costura (pois eu não sabia manejar uma máquina de costura), encadernação, bordado e um monte de cursos de confeitaria e culinária (pois eu nunca tive tempo para essas atividades enquanto estava ativa no mercado de trabalho). Ainda estou ativa, mas não naquele ritmo de trabalho puxado das 7h15 às 17h30 + uma jornada extra das 18 às 22 horas.

Podemos dizer que arrumei tempo para fazer muitas coisas que me fazem bem, além de estudar e de me atualizar aprendendo constantemente com os alunos. Afinal, ensinar também implica em "aprender", e eu aprendo coisas novas todos os dias. Talvez por isso eu não tenho visto o tempo passar e não me enxergo como uma "idosa", que é como o "cartão de estacionamento de idoso" me denomina, rsssss.

Por Sandra Cristina Pedri (21/04/2022)

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Conversando sobre grandes decisões

Muitas vezes, vamos adiando grandes decisões por medo de estar agindo precipitadamente, ou esperando que alguém nos dê apoio. Queremos a opinião de outra pessoa que nos impulsione, ou que concorde conosco, mas nem sempre isso acontece. Aí o tempo vai passando e as coisas das quais estávamos fugindo, ou cujas decisões estávamos adiando, vão tomando proporções cada vez maiores.

Por que? Porque tudo nesta vida implica em se fazer escolhas. É preciso AGIR. Não dá para fugir da responsabilidade de AGIR. Não dá para fechar os olhos ou ficar em cima do muro por muito tempo. Não dá para tapar o Sol com a peneira, não dá para fazer de conta que é possível colocar uma pedra no passado ou jogar algumas coisas para debaixo do tapete. A pedra nos fará tropeçar mais adiante e o tapete ficará elevado na parte em que há coisas por baixo.

Todos sabem que SEMPRE é necessário fazer escolhas. Nossa vida é uma eterna escolha. Algumas coisas só acontecem quando agimos por impulso, porque se pensarmos muito acabamos adiando a resolução na esperança de que as coisas mudem, que os outros mudem. Só que os outros não mudam, Então, a mudança tem de partir de nós mesmos. Se mudarmos os outros mudam. Temos de dar o primeiro passo. O resto vem como consequência.

Você está vendo algo errado acontecer do seu lado? Está assistindo de "camarote" pessoas agirem de má-fé? Está se deixando levar pela maré para ver no que vai dar? Está esperando alguém tomar a dianteira? Está com medo de tomar uma decisão?

Veja bem, já dizia o personagem "House": as pessoas não mudam. E eu acrescento: elas "camuflam", ou seja, o escorpião sempre vai agir conforme o seu instinto, ou seja, picar. Tratá-lo como a um animal de estimação esperando que ele mude é um dos maiores erros que o ser humano comete. É preciso tomar as devidas precauções.

É preciso amadurecer, agir conforme nossas crenças, princípios, valores, convicções e se algo estiver fora daquilo no qual acreditamos e que nos faz bem, é melhor AGIR por meio do desapego. Desapegue-se, abandone, saia da zona de conforto e liberte-se. Coisas e pessoas melhores virão.

Hoje tive de tomar uma dessas grandes decisões: me desligar de um grupo que eu ADORAVA e adoro, e ao qual me dediquei com muita garra, carinho, amor... No entanto, coisas estavam acontecendo sem que eu me desse conta e, quando vi, fui tomada por uma mistura de tristeza e chateação comigo mesma. Sim, comigo, porque as coisas só acontecem quando deixamos. E assim, me desapeguei. Minha missão no grupo foi cumprida. Agora, é partir para o que vier.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

E-mails

A Internet revolucionou o mundo, mas a maior revolução da Internet eu acredito que seja o e-mail. Hoje ele é algo tão vital na sociedade moderna que é quase impossível conhecer alguém que não tenha um. Você conhece alguém que não tem? Se conhecer, é por pouco tempo.

Mas o e-mail também se tornou um grande problema, pois nem sempre temos tempo para ler o que chega em nossa caixa postal. Estudos indicam que muitas pessoas estão online o dia e a noite toda, o que lhes permite receber seus e-mail em tempo real. No entanto, isto não significa que elas leiam os e-mails recebidos.

Posso garantir que, pelo menos,  50% dos e-mails que você recebe são SPAMs ou e-mails nada importantes. Quantas vezes você parou algum trabalho porque o bip, ou ícone, avisou que uma nova mensagem havia chegado em seu computador, celular, tablet etc.? A curiosidade humana é muito forte para segurar este impulso. Por isso, a linha "Assunto" dos e-mails tem que ser bastante clara quanto ao conteúdo. Caso contrário, o remetente corre o risco de ter sua mensagem arrastada para a lixeira sem nem ao menos ser lida.

Se você tem problemas com seus e-mails aqui vão algumas dicas:

1. Tenha um e-mail oficial e um opcional - Quando precisar se registrar em sites duvidosos ou em malas diretas utilize sempre seu e-mail opcional, assim você evita que seu e-mail principal fique lotado de mensagens não importantes.
2. Crie horários para checar suas mensagens particulares - Desative seu e-mail particular e crie horários específicos para checar novas mensagens. Minha sugestão é, no máximo, 5 períodos durante o dia, evitando as interrupções constantes. No trabalho, no entanto, mantenha os alertas de som e imagem funcionando, pois as mensagens podem ser importantes. Nada mais chato do que alguém nos enviar uma mensagem no trabalho e a gente não ler.
3. Ao ler um e-mail tome uma ação imediata - Se o e-mail exigir alguma ação da sua parte, ou que demandará até 3 minutos, faça já.  Se deixar para depois vai ter que reler o e-mail, procurando-o em meio a uma enorme lista e fazer o que já deveria ter feito. Se o assunto do e-mail exigir um tempo maior que 3 minutos delegue ou crie uma tarefa no Outlook, por exemplo, para atender a este e-mail em um horário mais apropriado. Aconselho criar pastas e separar os e-mails por remetente, por assunto ou por qualquer tipo de classificação que facilite sua busca em momento posterior.
4. Evite manter sua caixa de entrada com muitos e-mails - Muitos e-mails podem significar muitas pendências. Se você precisa fazer algo referente a um e-mail defina isso em sua agenda ou separe-o em uma pasta específica. Assuntos já resolvidos (se puder) delete-os de sua caixa de entrada. E-mails acumulados podem ser fonte de esquecimentos, problemas e dificuldades de localizar informações quando precisar.
5.  Faça backup dos e-mails importantes - Lembre-se sempre de fazer backup dos e-mails importantes. Isso vai facilitar muito sua vida no trabalho, ou até mesmo em sua casa.

domingo, 2 de agosto de 2009

Dicas de comunicação escrita (e-mail)

Ao escrever um e-mail tenha em mente que a maioria das pessoas não tem tempo para ler longos textos. O e-mail, para ser eficaz, deve trazer na linha do assunto um resumo do corpo da mensagem. Assim, o leitor pode ler ou não a mensagem recebida de acordo com seu interesse. A mensagem deve ser escrita por meio de um texto simples, claro, objetivo e curto. Ideal é que, para sua leitura, não seja necessário que o leitor faça uso da barra de rolagem. Caso o assunto exija o envio de um texto mais longo, faça uso dos anexos ou redirecione o leitor para o site em que o assunto é extensivamente abordado. Quando o leitor tiver um tempo maior ele abrirá o anexo ou acessará o site para realizar a leitura com calma.

Lembre-se também de usar uma fonte clean, ou seja, que ofereça uma boa leitura e em tamanho médio, nem muito pequena, nem muito grande. Páginas coloridas e enfeitadas só prejudicam a leitura do texto e desviam a atenção do leitor do conteúdo da mensagem. E evite palavras escritas em CAIXA ALTA (LETRAS MAIÚSCULAS), pois ao escrever assim você passa a sensação de que está gritando, falando em voz alta.

Em mensagens profissionais, abreviações do tipo: vc (você), tb (também) e outras desse tipo devem ser evitadas, afinal seu texto estará transmitindo a imagem da empresa em que trabalha. E nunca, em hipótese alguma, envie mensagens com erros gramaticais e de ortografia. Pega muito mal. Se não sabe a ortografia correta de uma palavra substitua-a por outra com significado semelhante e passe um corretor ortográfico no texto da mensagem antes de enviá-la.

Por Sandra Cristina Pedri (02/08/2009)

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Assumindo a responsabilidade por nosso destino

Hoje parei para pensar sobre as pessoas e a maneira como encaram os acontecimentos. O que eu mais tenho visto é o jogo do "empurra", ou seja, empurra-se para os outros a responsabilidade pelo que nos acontece.

Sei que é difícil aceitarmos que tudo, exatamente tudo o que nos acontece, é culpa nossa, seja por ações ou por omissões. O "não fazer nada" também é um "fazer alguma coisa", ou seja, cruzar os braços ou lavar as mãos feito Pôncio Pilatos é uma atitude que traz conseqüências para a nossa vida e para a vida de muitas outras pessoas. Por isso, antes de culpar o mundo, pense no que você fez ou deixou de fazer para que as coisas estivessem do jeito que estão.

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Mensagem de Páscoa

A Páscoa é uma data excelente para nos lembrarmos da Libertação e da Ressurreição.

Libertação do mau humor, da tristeza e do ódio.
Ressurreição do sorriso, da alegria de viver e do amor.

Libertação da solidão e da depressão.
Ressurreição da amizade e da vontade de ser feliz.

É um período propício para pensarmos em...
Passagem... Mudança... Renascimento...
Para todos nós, a Páscoa deve significar que devemos sair do lugar, da rotina...
Mudar, buscar uma transformação pessoal.
Trocar a vida que não nos satisfaz, por um modo novo de ser e de viver...
Sonhar novos sonhos
"Recomeçar"

Por isso, recomece!
Agora é o tempo e a hora...

Sandra Cristina Pedri

quinta-feira, 29 de março de 2007

Mulher em prece

Como Mulher, Deus, já lhe pedi de tudo um pouco... 
Corpo perfeito, sem celulite, sem sufoco. 
Mas hoje, lhe peço ainda mais... 

Que a “Dita”, que trabalha lá em casa, não estrague a maciez das minhas mãos. 
Que a “Dona Benta”, que cozinha todo dia, acerte no tempero, no sabor, na decoração. 
Que a “Mãe” saiba acariciar, sorrir e acalentar os filhos que mim precisam. 
Que à “Linda Mulher” não falte o rímel, a base e o batom para seduzir aquele que é o dono do meu coração. 
Que a “Menina” mantenha o sorriso nos lábios e no olhar mesmo quando sinta vontade de chorar. 
Que a “Guerreira” tenha forças para enfrentar com alegria os imprevistos e reveses da vida. 
E que esta "Mulher" saiba, acima de tudo, incentivar o companheiro na jornada da vida pelo mundo inteiro.

Por Sandra Cristina Pedri (08 de março de 2007)